Qual o futuro do esports na minha opinião?

E aí galera, viu só, desta vez surpreendi em? Escrevendo depois de apenas 4 dias novamente! 🙂

Desta vez quero dividir com vocês aprendizados e visões sobre o universo que estou mergulhado de cabeça nos últimos 3 anos, Gaming, IGaming e Esports.

Três anos e meio atrás eu resolvi diversificar meus investimentos e o apetite empreendedor em uma zona que não era a de conforto que eu estava acostumado, que era o poker. Na verdade mesmo, eu já havia tentado diversificar antes, e tinha perdido muito dinheiro quando fiz isto, com restaurante japonês, paletas mexicanas entre outras atividades não conectadas com jogos no geral.

Foram aprendizados duros para mim mas que sem sombra de dúvida me ensinaram coisas muito valiosas. Não sei se eu precisava ter perdido tanto para aprender kkkkk, mas depois de ter perdido, extraí o máximo de valor das derrotas. Entretanto, o que sempre me protegeu foram meus investimentos no poker, estes foram na maioria das vezes muito bem sucedidos.

Qg Akkari Team foi uma revolução. Mais de 12 mil alunos já passaram pelos cursos, somando ao vivo e Inagame. Gamerscard também é uma das atividades que eu ajudei a construir e que os frutos são magnifícos, principalmente a projeção futura, entre outras atividades que empreendi no setor poker, como Masterminds, e eu como jogador em si, sempre me tratei como uma empresa.

Um dos meus investimentos também bem no início da minha carreira foi o Superpoker. Criei o primeiro site, depois entre indas e vindas de sócios, a operação ficou muito bacana e lucrativa. Hoje, acabei vendendo minha participação acionária para os atuais sócios, e meus amigos pessoais, e torço para que continuem brilhando. Foi uma experiência incrível todos estes anos, mas atualmente meu afastamento do Brasil por força maior me impede ainda mais de colaborar com a sociedade, travando pessoas que tem mais potencial e vontade que eu nesta empreitada, por isto resolvi me afastar. Fica aqui o anúncio oficial e o meu desejo total de ainda mais sucesso para o Igor que é meu irmão de uma vida, para a Josi, Sequela, Roberta e agora o novo sócio Marcel, todos pessoas super comprometidas, profissionais e super empreendedoras.

Dito isto, praticamente todas as vezes que coloquei o pé na casa dos jogos, competições, treinamentos, mídia para jogos, agenciamentos e soluções, tive sucesso absoluto, e todas as vezes que diversifiquei empreendendo em setores que eu não tinha o mínimo conhecimento, quebrei a cara. Fica a dica.

Nos útimos três anos, meus estudos na área do esports se intensificaram demais, caí de cabeça de verdade pela Agência Ebrainz, Inagame das quais sou acionista e ajudo nas tomadas de decisões mas principalmente pela Furia, esta sou co-CEO e opero de forma diárias todas as atividades, misturando mais intensamente apenas com a minha carreira de jogador de poker.

Os aprendizados em esports, especialmente pela mudança de residência para os EUA se intensificaram demais e hoje estou muito confortável em falar sobre qualquer quesito neste assunto, dois anos atrás eu não tinha esta confiança, porém, cursos, workshops e principalmente mão na massa e relacionamento me colocaram novamente em uma posição especial. Ainda falta muito, mas sempre falta, a questão é o quanto você esta preparado para tomar boas decisões, e hoje, vide o que acontece com a Furia, colaboro com boas partes das grandes decisões que tomamos.

Portanto, queria dividir com vocês, pois sei que muitos tem ambições de entrar neste mercado, de montar uma org, uma agência, um evento, trabalhar em algo assim. Dividir conhecimento sempre foi a melhor forma que achei de evoluir, gera debate, pensamentos e assim crescemos como profissionais.

Para onde vai o esports?

Nos EUA existe um debate de qual é o prazo para o esports virar MAINSTREAM, e para facilitar, a liga de League of Legends americana, os principais eventos de CSGO, a liga Overwatch, etc, etc, chegarem nos horários nobres nos canais de massa absoluta, ou seja, quando virará MAINSTREAM?

Quando o assunto vai por este caminho sempre entenda, que o Corinthians x Palmeiras, as 16 horas na Globo aberta, é o mainstream. O Lakers x Houston na ESPN aberta as 21hs é mainstream. Ou seja, os horários mais nobres, que atendem a maior quantidade de pessoas ao mesmo tempo, nos canais mais acessíveis do planeta, passando as competições entre times, pessoas e etc. Este é o famoso mainstream em um linguajar simples.

Muitos podem pensar, “mas Akkari, o twitch esta lotado de pessoas, é a mesma coisa que passar na Globo ou qualquer canal de TV, certo?”, não, não é.

É completamente diferente. Não significa que no futuro não possa ser, mas hoje não é.
Na Globo um Corinthians x Palmeiras as 16hs de domingo atinge média de 20 pontos de audiência, tiveram jogos a 25 pontos de audiência. Para você entender melhor o que isto significa, 1 ponto de audiência é igual a 260 mil domícilios, não pessoas. Vamos chutar que em cada domicílio tenha duas pessoas assistindo, 25 pontos de audiência são (25×260.000=6.500.000 x 2=13.000.000), 13 milhões de pessoas.

As grandes audiências do esports no Brasil nos seus canais de divulgação giram em torno de LOL, Freefire e CSGO, no primeiro com força total bate 300.000 usuários simultâneos, pode bater mais mas é raro, e para compararmos com os tais pontos de audiência da tv, temos que contabilizar usuários simultâneos, no CSGO no Brasil, e são recordes mundiais, um dos maiores jogos FURIA x MIBR com carinho, somando todos os canais dá pra chegar perto da casa dos 500.000 viewers.

Portanto, ferrou certo? A distância é muito grande!

Aí que você se engana! A distância é mais perto quando se vêem os dados projetados.

O crescimento da audiência de esports é vertiginoso. É uma questão de gerações com interesses diferentes, e é inversamente proporcional ao interesse pelos esportes tradicionais. Não dá para imaginar como será a audiência de um baseball por exemplo daqui 5 anos, por mais respeitado e imponente que seja o esporte, ele não agrada novas gerações segundo os estudos.

Claro que o futebol tem um apelo maior, porém, sofre do mesmo mal, a falta de conexão com as crianças e jovens é cada vez maior, enquanto do outro lado, a idolatria pelos jogadores de CSGO, LOL, FREEFIRE só cresce.

O Freefire, que é o primeiro jogo que ganhou volume e quebra uma barreira importante de tecnologia, pois ele funciona em celulares que não precisam ser os mais potentes, atingindo assim uma classe social mais baixa e batendo no coração da massa de verdade, já bateu audiências acima de 2 milhões de pessoas, e esta no começo da sua vida.

O que isto prova é o seguinte. Se ofertado o “esports” para o maior número de pessoas da nova geração, ela aceita, e aceita a ponto de trocar qualquer outro jogo tradicional.

O meu texto não é para falar que o futebol ou basquete, acabaram. É apenas pelo prisma do esports.

Nos EUA a projeção para ele se tornar mainstream, é já expliquei o que isto significa nos parágrafos anteriores era de 4 a 8 anos, com a pandemia, todos os estudiosos e pesquisadores desceram a barra para 3 a 6 anos.

Isto quer dizer que de 3 a 6 anos não teremos mais NBA no horário nobre?
Não, quer dizer que teremos outros jogos como LOL e CSGO competindo com a NBA no horário nobre, e aí vai ser uma questão de audiência/satisfação/consumo.

Nesta equação AUDIÊNCIA / SATISFAÇÃO / CONSUMO esta o maior segredo do esports e o maior pesadelo do esporte tradicional!

Não existe esporte que seja tão moderno, fácil de criar insights novos, fácil de consumir items acoplados e de criar tanta interação quanto o esports faz. Mudar o futebol e colocar uma bola de fogo saindo do pé de um jogador é impossível, no esports é um update bem feito e já era. Muda adrenalina, a análise técnica, a visão do público, a expectativa e ansiedade em torno da tal bola de fogo. A mudança moderna e radical que sofreu o futebol foi a entrada do VAR :).

É covardia, não tem comparação o número de possibilidades e atratividades entre um e outro, portanto, sem sombra de dúvida, os esportes tradicionais vão ter concorrentes pesados e cruéis.

Outro agravante. O esports nasce com conteúdo sendo sua forma natural, orgânica das organizações. Os pró-players querem streamar, a Furia lança equipe de streamers, a Loud é o maior canal do youtube, a Pain Gaming está na Facebook gaming a todo vapor, e os jogadores do Corinthians? do Flamengo? de futebol! Estão apenas nas redes sociais e olha lá. Não estou condenando, só mostrando a diferença da natureza de cada segmento.

Isto tira 100% a atratividade do futebol? Vou repetir, não! Mas hoje, já existe uma multidão que prefere ver um jogo da Furia a ver um jogo de futebol, não tenha dúvida disto, não é mais um número insignificante de pessoas.

A aposta é de 3 a 6 anos, eu apostaria o meio termo nos EUA e 6 anos no Brasil. O acelerador para isto também serão as dificuldades que os canais de tv estão tendo com a compra dos direitos de transmissões dos esportes tradicionais, e aí o esports também vão se aproveitar para crescer mais rápido. Os grandes clubes de futebol perceberam uma oportunidade com estes direitos, os canais de tv menores fecham acordos com ligas, falta conteúdo para a TV, isto é indiscutível. Ninguém aguenta ver aqueles programas tradicionais mais, querem ação e conteúdo que está bombando na internet.

Uma coisa é fato, o mercado esports é tão potente que ele não tem uma pressa exagerada para chegar lá, ele é estratégico e sobrevive bem demais no nicho ( o não mainstream), porém, como as coisas vem a galope e sem goleiro, as estratégicas ficam mais fáceis e mais rápidas de serem executadas.

Sei que tem gente que lê tudo isto e pensa “Akkari, você está falando merda, a TV vai acabar! , este argumento para os próximos 10 ou 15 anos é melhor não ser nem considerado. Não só não vai acabar, como vai ter um papel ainda muito importante, principalmente no Brasil onde a massa sem acesso econômico faz da tv parte da sua vida. Indiscutivelmente a TV esta apanhando e vai apanhar cada vez mais, vai se reinventar completamente, mas acabar, vai demorar galera e bastante.

E o que acontece quando o esports chegar no mainstream? Aí teremos o mercado que todo mundo especula hoje! Número de fãns, vendas de tickets, licenciamentos em outro patamar, ofertas de conteúdo ainda mais absurdas, se você acha que o que você esta vendo hoje é algo grande, espera só, a coisa vai ficar maluca, os números serão surreais. A Furia terá dezenas de milhões de fanáticos gritando na sua arena, e aí a briga será de gigantes.

É isso, queria apenas dividir alguns insights com vocês sobre os debates que vivo no dia a dia.

Hoje começa a Akkari Series of Poker no PokerStars, não perde! e também é #DIADEFURIA

Grande abraço a todos,

André Akkari

2 comentários Adicione o seu

  1. Lucas F. disse:

    Bom dia Akkari, estou entrando em contato porque queria ter um pouco da sua atenção, sou um torcedor da FURIA e consumo os produtos, porém de forma limitada, eu gostaria muito de ter acesso às camisas e demais produtos mas a limitação do tamanho me impede. Tenho problema com obesidade e uso roupas plus size, gostaria muito de ter uma camisa da FURIA mas sinto que nós somos esquecidos pela organização, já que o tamanho máximo é GG ou GGG. Estou disposto a pagar mais se for necessário, mas queria chamar a atenção de vocês quanto a isso. Gostei muito da camisa nova porém fiquei bastante chateado e frustrado por não poder consumir. Se não for possível confeccionar, gostaria de pelo menos ter um retorno de vocês, sucesso e vamo FURIA!

  2. Carlos Vieira disse:

    aakkari!! Sua análise sobre o futuro do Esports faz todo o sentido para mim!
    Parabéns!

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