O que será do poker no Brasil daqui 10 anos?

O que vocês acham que vai acontecer com o poker no futuro? Como será em 2024? No Brasil? e no mundo?

Fiquei pensando nisto hoje!
É incrível o crescimento do poker, incrível como as coisas estão acontecendo rápido para este esporte no mundo inteiro e como sempre acontece o reflexo no Brasil é imediato.
Hoje acredito que devemos estar em torno de 5 milhões de jogadores de poker recreativos ou profissionais no Brasil, o que é um número assustador vocês concordam?

Dizem as pesquisas que o esporte com maior número de praticantes no Brasil é o atletismo, devido as corridas de rua e etc, o surf, skate e futebol também são dos maiores mas em breve eu realmente acredito que o poker vai estar ocupando os primeiros postos, principalmente o o Governo acordar para esta atividade.

São muitas as formas que o poder público poderia contribuir para o crescimento do poker, isto por que apoiar o crescimento de um esporte mental é uma das formas de aumentar a capacidade de exercitar a mente da população. É claro que para isto uma regulamentação bem feita, um conhecimento maior por parte do poder público com seus órgãos competentes seria fundamental, talvez aí esteja o problema certo? Quando misturamos poder público e competência no Brasil fica uma combinação esquisita mas mesmo assim eu ainda vejo luz no fim do túnel.

Quanto mais minha carreira foi acelerando eu fui tendo oportunidade de conhecer pessoas influentes, e por incrível que pareça eu continuo otimista na possibilidade de o Brasil ter gente honesta e inteligente controlando setores importantes do poder público, menos sendo uma minoria absurda. Não sei se eles são capazes de fazer algo tão inteligente que satisfaça os honestos e os não tão honestos mas não aceito perder as esperanças.

Acho que o futuro do poker é ser regulamentado por instituições conectadas a CBTH que é onde exatamente estão as pessoas que entendem do esporte. Entretanto as frentes financeiras, tributárias, entre outras deverão se juntar a este conhecimento técnico e achar um caminho para a explosão do poker no Brasil.

O mais importante eu acho que é o gosto pelo esporte por parte da sociedade e isto já aconteceu, o brasileiro gamou no jogo de poker, nas suas estratégias, táticas, etc. Sendo assim, o nível técnico dos grandes jogadores e o número de grandes jogadores não vai parar de crescer,  e aí a reação em cadeia faz o resto. Mais jogadores bons, mais resultados, mais mídia, mais pessoas interessadas em seguir os passos e estudar, e mais o esporte cresce.
A única tristeza é a lentidão das coisas no nosso país e muitas vezes a incapacidade de alguns comandantes, os entendimentos são demorados, mesmo coisas óbvias no Brasil são feitas para demorar, para enrolar, triste termos esta herança no nosso DNA.

Mais seria muito legal vermos em 10 anos o poker sendo ferramenta de apoio para a formação de profissionais de outras áreas em todas as faculdades, o poker sendo colocado como um esporte de pessoas inteligentes pela grande massa, jogadores de poker sendo ovacionados por suas mentes e suas capacidades estratégias. Times de futebol, de basquete, de outros esportes em geral, tendo “coachings psicológicos” com jogadores de poker para saberem entender a relação de risco e benefício da forma mais pura que existe, para aprenderem a lidar com a informação de um jeito ultra estratégico, mastigar informação de seus adversários para tirar benefício no futuro combate. O poker poderia ajudar muito em diversas áreas!

Só me resta torcer! Com certeza daqui 10 anos eu ainda estarei jogando poker, tomara que no mesmo nível ou ainda melhor, mas não sei se como profissional, quem sabe! De qualquer maneira seria um prazer enorme ver ele no topo dos esportes praticados e aproveitados no Brasil, seria um grande orgulho! Não que eu já não seja orgulhoso de tudo que nós todos já conseguimos mas realmente acho que os maiores voos ainda estão por vir!!!

Hoje joguei uma session online boa, reta final do Super Tuesday e de alguns outros torneios!
Joguei uma mão bem mal no Tuesday depois de liderar por muito tempo restando menos de 50 pessoas acabei perdendo dois potes enormes mas mesmo assim consegui pegar a semi. Fiquei bem triste pq uma das mãos foi tão triste a forma que joguei que tiltei na parada. Subi do botão um jogador bom e agressivo, e acabei indo pra check raise air flop e no turn veio o gutshot straight draw com duas overs e eu desisti de shovar, o que era um shove ridículamente fácil, mas o “time” que ele deu call no flop me inibiu e decidi ir pra free card turn porcamente. Mas faz parte, segue o jogo!!! A sessão era para ter sido muito boa mas acabou sendo traumática e pouco lucrativa.

Tá chegando BSOP em …. vejo todos lá no Anhembi na quinta feira, não esqueçam!

Grande abraço galera,

André Akkari

10 comentários sobre “O que será do poker no Brasil daqui 10 anos?

  1. Acompanhei essa mão Akkari, o kra puxou o pote com AK né?

    Realmente ali o seu shove puxaria o pote tranquilamente pq ele não pagaria com Ace high nunca…

    Mas faz parte, conseguiu segurar bem short stack e dessa vez bateu na trave, mas na próxima vc crava!

  2. Bom dia Akkari,

    Eu também torço muito para que o poker se desenvolva cada vez mais aqui no Brasil, já que nos principais países do mundo ele já é uma realidade. Alemanha, Dinamarca, Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, Austrália, o próprio México contam atualmente com uma grande leva de profissionais, o reconhecimento das autoridades e seus campeonatos que não param de crescer.

    Aqui no Brasil, quanto menos as autoridades se envolverem, melhor. Tudo que o governo põe a mão apodrece. Com o governo tomando conta do circo corremos o grande perigo de perder um Trafane, um Devanir, uma Josi para termos que aguentar um Marin, um Nuzman, um Eurico Miranda da vida ditando os rumos do poker nacional. A única coisa que o governo precisa fazer é inserir um parágrafo único no artigo 50 da Lei de Contravenções Penais,determinando que exclui-se dos efeitos da presente lei a prática do jogo de pôquer e suas variações, desde que organizado e realizado sob a supervisão das entidades reconhecidas e acreditadas pelo Ministério e Secretarias pertinentes. Ponto final. Não precisamos de mais nada do governo, só distância.

    Quanto ao poker em si, existem fatos que sinceramente me emputecem, não há outro termo. Fico inconformado, por exemplo, com o sistema de disputa de satélites para grandes torneios. Comparativamente, é como se o cara quisesse participar de uma grande prova de atletismo, uma maratona ou uma corrida de fundo de 10.000 metros e tivesse que fazer uma seletiva numa corrida de 200 metros! O satélite é exatamente assim. Você tem que participar de um torneio esdrúxulo, com blinds de 5 a 15 minutos, short stack, com direito a 7.000 rebuys e sendo obrigado ao add-on, já que ele é o triplo do buy-in original. Tudo isso para tentar participar de um torneio deep stack, blinds de 90 minutos, freezout. E eu pergunto – isso privilegia quem realmente sabe jogar? Não. Privilegia um monte de aventureiros que vão aos satélites com R$ 1.000,00 no bolso e fazem 20 a 30 rebuys, alguns duplos ou triplos (eu vi um cara fazer rebuy duplo num satélite que disputei esta semana). Como você joga contra alguém assim? Como é possível usar técnica em um torneio onde um retardado mental entra de all in mão sim, mão não, com J3 off?

    Eu disputei um satélite na segunda. Eliminei o mesmo cara 3 vezes da mesa. Faltando 5 minutos para o intervalo, ele faz o rebuy duplo e o add-on, ou seja, voltou com 23.000 fichas, já que o mínimo para rebuy era 3.000 ou menos. A média, naquele momento, era de 11.500, portanto ele voltou com o dobro da média. Fim de intervalo, sentado em fichas, ele paga dois all ins seguidos. Baralho é baralho, ele levou as duas paradas, ou seja, foi para mais de 45 mil fichas. Eu fui eliminado em 19º, com 1 buy-in, 1 rebuy e 1 add-on, enquanto o candidato a pro continuou na mesa, com buy-in, pelo menos uns 18 ou 20 rebuys e o add-on. Ou seja, isso não é torneio, é cash game, quem tem mais grana leva. Poker é matemática e se você joga com 120.000 fichas contra 20.000, 6:1, a probabilidade é que você ganhe por pior que você jogue. Eu duvido que um Negreanu, um Ivey, uma Selbst da vida tivessem chances em um satélite nessas condições, 6:1 underdog.

    Uma solução justa seria um satélite freezout, deep stack (10 a 12k de fichas), blinds de 45 minutos, onde seriam jogados 10 a 12 níveis somente. Chegando ao fim do nível determinado, seriam classificados os chip leaders conforme o número de vagas. Aí sim você estaria privilegiando quem joga poker. Agora, para pagar R$ 1.400, 00 (buy-in, 2 reentradas e um add-on) para jogar blind de 20 minutos, muito obrigado, eu junto dinheiro e pago o buy-in do Main Event. Uma estrutura como a do CPH, por exemplo, seria ótimo.

    Resumindo a bagaça, o futuro do poker passa obrigatoriamente por uma visão mais acadêmica e menos mercantilista da coisa. Os clubes de poker atualmente estão pouco se lixando para a formação de novos jogadores, eles querem é dinheiro, e estão cobertos de razão nisso. Para tanto, colocam buy-ins baratos com direito a 10.000 reentradas e aquele que tem dinheiro demais e cabeça de menos, com certeza paga. Com isso, jogadores bons mas de recursos limitados são excluídos. E é aí que o online deita e rola, porque com pouco mais de R$ 130,00 você participa de um satélite freezout, isso sem falar nos de R$ 0,25! A estrutura é podre também mas, pelo menos, eu posso disputar 10 satélites ao preço de um.

    Enfim, o poker está crescendo ainda, está se desenvolvendo e, com ele, a mentalidade também vai evoluindo e aqueles que cuidam dos rumos do esporte com certeza começarão a sacar que certas coisas são irracionais demais para continuarem assim. Nós engatinhávamos no vôlei enquanto Rússia, Alemanha e EUA deitavam e rolavam no esporte. Hoje, nós ditamos os rumos do esporte em nível mundial. Acredito que o poker possa ser quase igual, afinal será impossível bater os EUA. Mas pelo menos em termos de mentalidade poderemos exportar para o mundo a consciência da formação de bons atletas da modalidade. Os recreacionais sempre existirão. Os endinheirados sempre existirão e já estão devidamente atendidos. Agora, precisamos pensar em torneios para formar novos atletas, satélites que valorizem aqueles que realmente sabem jogar poker, que realmente estudam, que irão para uma mesa de blinds de 90 minutos e 25K de fichas e não entrarão de all-in no primeiro nível só porque receberam JJ na mão. E isso é bom para os pros também. Maniacos nas mesas significa jogadas estúpidas, moves incompreensíveis e all-ins a torto e a direito. Quanto melhor o nível dos jogadores, apesar de acirrar a concorrência, melhora o nível do jogo também e a leitura fica mais perto do padrão de uma mesa top.

    Se alguém pode mudar parte disso é você. Aliás, já está mudando. Você é o nosso top pro, o embaixador do poker brasileiro e que tem a mentalidade e a vontade de fazer o esporte crescer e evoluir. Para um esporte se tornar popular ele precisa ser justo, precisa ser acessível e precisa de divulgação. Divulgação o poker já tem atualmente, com uma visibilidade jamais vista no esporte. Ele só precisa ser mais justo e mais acessível, com estruturas que privilegiem quem realmente joga. Daí o sucesso do online. Só que o online não é nosso. A medida que as pessoas percebem que para se ter sucesso no esporte são necessários rios de dinheiro para forçar vitórias mesmo que caras, elas perdem o interesse. Rebuy e add-on só são interessantes para os clubes, mas não ajudam em nada na formação de novos jogadores. Seria como se existisse uma regra no futebol onde seria permitido cobrar o pênalti quantas vezes fossem necessárias até se converter em gol.

    Poker é coragem, poker é ousadia. Só que poker também é humildade, responsabilidade, paciência, técnica e precisão. Não me parece de forma alguma que gastar 1.000 em um torneio de 30 combine com qualquer uma das qualidades acima. Mas, infelizmente, são esses que estão indo para os Main Events…

    • Pô velho, falou tudo que eu tinha vontade de falar e ainda falou mais um pouco. Disse tudo! Quanto maior o valor, maior o nível do jogo, melhor você joga. Ctz se o Akkari for jogar Sit n go de ,10-,50 centavos nao vai sair cravando tudo, pq o que tem de doido dando allin com mao horrível e ganhando, nao ta no gibi. Perdi hj duas vezes com AA no preflop pagando allin de louco com 65 e assistindo bater 78910 na mesa!!!!! E addon e rebuy pra mim é a coisa mais ridícula que existe. Se o cara perdeu todas as fichas, acabou pra ele. Nao jogou bem, tchau. Porque ter a possibilidade de conseguir mais (so pq ta pagando)?
      Outro dia desse entrei em satélite do TCOOP 4-max e vi um cara na minha mesa dar 29 rebuys e ainda addon, e eu sair antes dele pq nao fiz rebuy pq nao podia, mais de 1500 fichas e nao fiz addon pq tava “bem” com 12k fichas e eu sair e esse louco ta la com 30mil….

    • Amigo, concordo em gênero, número e grau em relação à estrutura dos torneios de poker. Sinceramente, até em muitos do online mesmo, me sinto extremamente desvalorizado. Todo o meu empenho em estudo e evolução parece evaporar-se diante da estrutura péssima de blinds para se jogar nos micro stakes. Não dá pra fazer uso de um bom desenvolvimento de jogo pós-flop, o jeito é jogar os dados e ter paciência e muito tempo de sobra para poder vencer a variância do pré-flop.

  3. Fala Akkari!

    Bom ver sua visão do poker daqui 10 anos porque é justamente o que me pergunto: se eu quisesse hoje ser jogador profissional de poker, o que me aguardaria 10 anos pra frente?

    Acho que tudo que você fez até hoje não teve um pingo de ajuda do governo. Portanto, eu não me empolgaria muito com a possibilidade de eles regulamentarem alguma coisa para ajudar daqui pra frente. A não ser, óbvio, que eles ganhassem mais do que ganham hoje. E convenhamos, hoje eles ganham muito e sobra pouco para o jogador.

    Outra coisa, acho que o governo não tem interesse nisso e, apesar de ter mais de 5 milhões de praticantes e o jogo em si poder mudar a vida de uma pessoa, são poucos aqueles que se interessam por pensar um pouquinho mais e preferem jogar qualquer outra coisa menos poker. As pessoas se interessam muito mais por dinheiro do que por pensar e trabalhar.

    Claro que muita coisa melhorou, quando que eu me imaginei indo jogar poker numa casa de poker mesmo? Isso mudou sim, mas ao meu ver, ainda é pouco, quero mais, e sei que esse “mais” não vai ser o governo que vai me ajudar, e sim, só atrapalhar.

    Portanto, caso você não esteja nos feltros como profissional daqui 10 anos, espero ainda podermos contar com sua mente brilhante para alavancarmos e dar esperanças a este nosso querido esporte.

    Desculpa se minha opinião é um pouco negativa, aqui no blog acredito que a maioria vai ter uma visão mais otimista.

    Grande abraço do teu fã!

  4. Um esporte patrocinado pelo próprio atleta, certamente sobreviverá. No entanto elitizado e sem estímulo governamental. Eu acho q já está no alge. Logo logo vão querer meter o dedelho nas contas dos jogadores, malha fina no imposto de renda. E o que é pior, em vez de regulamentar corretamente, será reprimido. Não é pessimismo, é ser realista. Minha opinião. Espero estar errado.

  5. “São muitas as formas que o poder público poderia contribuir para o crescimento do poker, isto por que apoiar o crescimento de um esporte mental é uma das formas de aumentar a capacidade de exercitar a mente da população´´
    Tudo que os lideres politicos nao querem no Brasil é exercitar a mente da populaçao,por exemplo quantos jogadores de poker vc conhece que jogam na mega-sena? Jogador de poker sabe que mega-sena eh algo com probabilidade absurdas de ganhar fora os roubos politicos impostos e tudo mais.
    Para os lideres do pais o Brasil tem q continuar burro!!infelismante essa é a realidade!

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